Ao longo dos últimos anos, juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outras instâncias do Judiciário tiveram participação ativa na definição dos rumos da política nacional.

Colocaram atrás das grades quadros partidários importantes e empresários fraudadores de concorrências públicas, e restringiram alguns privilégios como o foro especial para autoridades.

A intenção predominante no Judiciário nesse período, na avaliação do cientista político Christian Lynch, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), contudo, foi mais marcada pela vontade de condenar uma classe política que considerava “carcomida” do que pelo desejo de simplesmente aplicar a lei.

Para Lynch, principalmente a partir de 2013, quando teve início uma intensa crise de legitimidade de parlamentares e do Executivo, um grupo de juízes entendeu que sua missão era promover o “avanço civilizacional” do país e passou a exercer funções que seriam do Congresso Nacional.

Foi o que o cientista social chamou de “revolução judiciarista”, ou “judiciarismo”, um movimento com motivações políticas, cuja parte mais visível para a opinião pública é a operação Lava Jato.

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